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Antonio Galvão de França * 29 julho 1706 † 30 junho 1770
| Clã ao nascer | Galvão |
| Sexo | masculino |
| Nome completo ao nascer |
Antonio Galvão de França |
| Apelido(s) e outro(s) nome(s) | Capitam Antonio Galvão de França |
Eventos
29 julho 1706 Nascimento: Faro, Portugal
8 fevereiro 1733 Casamento: Pindamonhangaba, SP, Brasil, Capela Nossa Senhora do Rosário, conhecida como Capela dos Correias, ♀ Izabel Leite de Barros * 1717 † 1755
1734 filho(a): Pindamonhangaba, SP, Brasil, ♂ José Galvão de França * 1734 † 1782
1735 filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♀ Izabel Leite de Barros Galvão de França * 1735 † 1771
1736 filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♀ Maria Leite Galvão de França * 1736 † 11 setembro 1796
1739 filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♂ Antonio de Sant'Anna Galvão de França * 1739 † 23 dezembro 1822
1741 filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♀ Anna Galvão * 1741 † 1750 c
1743 c filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♀ Anna Joaquina Galvão de França (Siqueira) * 1743 c † 25 maio 1841
26 junho 1745 filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♂ João Galvão de França * 26 junho 1745
1747 c filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♀ Anna Jacintha Galvão de França * 1747 c
1749 filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♂ Manoel Galvão de França * 1749
1750 c Título: Guaratinguetá, SP, Brasil, Capitão-mor
1753 filho(a): Guaratinguetá, SP, Brasil, ♀ Francisca Xavier de França * 1753 † 1805
30 junho 1770 Falecimento: Guaratinguetá, SP, Brasil
Notas
Antônio Galvão de França, o pai de Frei Galvão
Por morte repentina, faleceu o pai do primeiro Santo do Brasil, em 30 de junho de 1770. Membro da Ordem Terceira Franciscana, foi um importante e influente comerciante, homem caridoso e muito religioso.
Na ocasião do seu falecimento foi sepultado na Matriz de Guaratinguetá e seu corpo amortalhado pelo hábito franciscano e pelo hábito de Nossa Senhora do Carmo.
1. Sua família, nascimento e a mudança para o Brasil:
Filho de Manoel de França e Águeda Maria Galvão (avós paternos de Frei Galvão), Antônio Galvão de França nasceu no dia 29 de julho de 1706, na Província do Algarve, região sul de Portugal. Não se sabe o motivo que o levou a vir para o Brasil, mas sugere-se que o contato com um tio, que era Frei Carmelita aqui no Brasil, e os fortes terremotos que devastaram a sua região em 1719 e em 1722, tenham colaborado com a ideia de mudar-se para o Brasil.
2. Personalidade:
Quando o 1º Postulador da Causa de Santificação de Frei Galvão, Frei Adalberto Ortmann, coletava testemunhos, recebeu da Sra. Balduína Galvão de Castro Mafra as seguintes palavras, que descrevem a personalidade do pai de Frei Galvão: “Ela era um homem caridoso, ia à missa diariamente e todas as vezes costumava distribuir esmola entre os pobres”.
No inventário feito em 1755, por ocasião da morte de sua esposa, verificamos que ele possuía 707 devedores em diversas capitanias do Brasil. E tal complacência com os devedores, certamente devia-se ao seu largo e compreensivo coração.
O fato de ter sido nomeado para cargos públicos prova que ele devia ser uma pessoa de educação e cultura apreciáveis.
3. Casamento e filhos:
Ele casou-se em 08 de fevereiro de 1733 com Isabel Leite de Barros, em Pindamonhangaba/SP, na Capela Nossa Senhora do Rosário, conhecida como Capela dos Correias, pertencente a um tio paterno de Isabel.
Tiveram 11 filhos, sendo que três faleceram enquanto eram ainda crianças. Estes foram os filhos e o respectivo ano do nascimento: 1º José Galvão de França (1934); 2ª Maria Galvão de França (1735); 3ª Isabel Leite de Barros (1736); 4º Antônio Galvão de França - "Frei Galvão” (1739); 5ª Anna (1741); 6º Anna Joaquina de França (1744); 7º João (1745); 8º Anna Jacinta Galvão de França (1746); 9º Manoel Galvão de França (1747); 10ª Francisca de França (1748); 11º Francisca Xavier de França (1753).
4. Funções públicas:
Apenas dois meses após o seu casamento, em 1733, assumiu o importante cargo de Procurador do Senado, na Câmara de Guaratinguetá. Função certamente, bem executada, o que lhe rendeu, em 1747, a nomeação de Capitão-Mor da Vila Guaratinguetá, função esta de enorme importância, pois deveria fiscalizar a entrada e saída da Vila, e possuía poderes administrativos, judiciais e fiscais.
Enquanto era Capitão-Mor, constata-se em um documento, que no ano de 1769, recebera a determinação de examinar a todas as pessoas que entravam e saíam da Vila, a fim de impedir a entrada dos Jesuítas, que não eram benquistos pelos Portugueses. Ele era um homem de confiança da Corte portuguesa.
5. Atividades comerciais:
Antônio Galvão foi um importante e poderoso comerciante e sua fortuna provinha do comércio de bovinos e de produtos agrícolas que fornecia à zona de mineração.
Em 1755, foi feito um inventário por ocasião da morte de sua esposa, e pode-se constatar uma das fortunas mais sólidas de todos os tempos, no entanto, irremediavelmente onerada pela existência de centenas de devedores, assim afirma Marcondes de Moura, no livro os Galvão de França no Povoamento de Santo Antônio de Guaratinguetá.
Segundo o pesquisador Helvécio Vasconcelos, que examinou um documento de 1770, o Capitão-mor, ainda antes de sua morte, conseguiu recuperar a sua fortuna.
6. Religiosidade:
No livro “Frei Galvão, Bandeirante de Cristo”, edição de 1936, de Maristela, assim ele é descrito: “Pertencia à Ordem Terceira de São Francisco e também à do Carmo, e fazia parte da Irmandade do Santíssimo. A Padroeira da Família era Sant´Anna; estava em lugar de destaque num oratório da família”.
Quando Frei Galvão foi para o Colégio Jesuíta, na Bahia, o primeiro filho do casal, José, já se encontrava lá no Seminário. O que demonstra a preocupação dos genitores em oferecer uma qualificada formação, numa instituição religiosa.
7. Últimas notícias sobre Antônio Galvão de França: Segundo recenseamento feito em 1767, ele possuía a segunda maior fortuna da Vila de Guaratinguetá. E em sua companhia moravam quatro filhos: Manoel, Anna Joaquina; Anna Jacinta e Francisca.
Gerações: avós até netos (clique no sexo - ♂ ♀ Ψ - de uma pessoa para ver a árvore COMPLETA dela)
Casamento: ♂ Antonio Galvão de França , Pindamonhangaba, SP, Brasil, Capela Nossa Senhora do Rosário, conhecida como Capela dos Correias
Falecimento: 1755, Guaratinguetá, SP, Brasil
