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Maria Castanho, a Filha * 1550 c
| Clã ao nascer | Castanho |
| Sexo | feminino |
| Nome completo ao nascer |
Maria Castanho, a Filha |
| Pais
♀ Maria Castanho * 1535 c ♂ Antonio Rodrigues de Almeida * 1520 † 1567 | |
Eventos
1550 c Nascimento: Montemor o Novo, Portugal
1557 Imigração: Brasil, Maria mudou-se para o Brasil, juntamente com seus pais, em 1557.
entre 1564 e 1566 Casamento: Santos, SP, Brasil, ♂ Antonio de Proença * 1530 c † 1605
1574 c filho(a): São Paulo, SP, Brasil, ♀ Maria de Almeida * 1574 c † 1640 c
1575 c filho(a): São Paulo, SP, Brasil, ♂ Francisco de Proença * 1575 c † 1638
1580 c filho(a): São Paulo, SP, Brasil, ♀ Isabel de Almeida Proença * 1580 c † 1624
Notas
No dia 6 de Abril de 1622, Maria depôs no processo de canonização do padre Anchieta. Seu depoimento, dos mais longos, se repetiu cinco anos mais tarde no processo apostólico. Da primeira vez assinou por ela Pedro Fernandes; da outra, Gaspar de Brito.
Segundo o depoimento de Maria, Anchieta esteve presente ao seu casamento com Antônio de Proença. Por ocasião do casamento, lhe disse o Padre José, apontando para a sua velha batina: com ela lhes proporcionarei muitos bens, o que Deus cumpriu!
Em sua casa em Santos se hospedou mais de uma vez. Viu-o rezar de joelhos diante de seu oratório, não podendo deixar de comover-se à vista de sua piedade. Viu-o servir com toda a caridade aos pobres e aos doentes, não recuando diante de situações as mais repugnantes à natureza.
Embora pobremente vestido, prometera o Padre José, por ocasião de seu casamento, orar para que não lhes faltassem os bens da terra. Fiado na palavra do santo, de que Maria iria sarar, ainda que se encontrasse então enferma de certa gravidade, empreenderia Proença uma viagem aos Patos, de que trouxe ganhos consideráveis. Duas vezes interveio Anchieta em favor da saúde de ambos. Salvando-a, a ela, uma vez, em certo parto mal sucedido, quando todos a choravam por morta. Quanto à cura de Antônio de Proença, vale a pena recordar as circunstâncias.
Vindo Anchieta uma tarde hospedara-se, juntamente com seu companheiro, o Padre João Batista Giacopuzzi, à casa deles, soube que Antonio se achava havia vários dias acamado. Disse então ao companheiro lhe fosse ler um evangelho, pois não cearia, a não ser em companhia do dono da casa. Relutava Batista, mas Anchieta insistiu. Lido que foi o evangelho, levantou-se Proença: "sentia-se tão bem disposto, que carregaria a casa às costas..." E cearam.
Em 1575, Maria Castanho, muito jovem, não escondia seus tristes pressentimentos com a partida do marido para a guerra. Estando ela como morta, que já não reconhecia ninguém, seu marido, com viagem preparada à região dos Patos, foi se aconselhar com Anchieta. Ouviu dele para ir, que na volta a encontraria sã. Hesitava, e ela teve notável melhora. E o Padre José tranquilizou-a: "todos voltariam com saúde". A Antônio deu certo relicário de marfim, dizendo que em caso de tempestade, o mergulhasse nas ondas. Seis meses depois, ele regressou. Servira-se do conselho de Anchieta, com resultado, conseguindo inclusive fazer cessar uma tormenta. Seu marido voltou do sertão dos Patos com avultados feitos. Na repartição dos milhares de prisioneiros, lhe couberam 50 escravos. Proença foi dos mais abastados moradores da Capitania de São Vicente.
Gerações: avós até netos (clique no sexo - ♂ ♀ Ψ - de uma pessoa para ver a árvore COMPLETA dela)
Casamento: ♀ Maria Castanho, a Filha , Santos, SP, Brasil
Falecimento: 1605, São Paulo, SP, Brasil
Casamento: ♂ Francisco de Proença , São Paulo, SP, Brasil
Falecimento: 1627, São Paulo, SP, Brasil
