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Maerten Lems * 1420 c † entre 1484 e 1487
| Clã ao nascer | Lems |
| Sexo | masculino |
| Nome completo ao nascer |
Maerten Lems |
| Apelido(s) e outro(s) nome(s) | Martim |
| Pais
♂ Maerten Lems * 1390 | |
Eventos
1420 c Nascimento: Bruges, Bélgica
1439 c Imigração: Lisboa, Portugal
1447 c filho(a): Lisboa, Portugal, ou Fuentes de Maya, Galícia, Espanha, ♂ Antonio Leme, o Flamengo * 1447 c † 1516 c
1448 c filho(a): Lisboa, Portugal, ♀ Catharina Leme (da Mina, Paes) * 1448 c
1450 c filho(a): Lisboa, Portugal, ♀ Maria Leme (Diniz) * 1450 c † 1475 c
12 novembro 1450 filho(a): Lisboa, Portugal, ♂ Martim Leme * 12 novembro 1450 † <13 agosto 1485
1452 c filho(a): Lisboa, Portugal, ♂ João Leme * 1452 c
1455 c filho(a): Lisboa, Portugal, ♂ Luiz Leme * 1455 c
entre 7 junho 1456 e 7 junho 1466 outro: Portugal, monopólio de compra e venda de cortiça
20 novembro 1460 filho(a): Lisboa, Portugal, ♂ Rodrigo Leme * 20 novembro 1460 † 1470 c
1463 c filho(a): Lisboa, Portugal, ♀ Isabel Leme * 1463 c
1466 Imigração: Bruges, Flanders
setembro 1467 Casamento: Louvain, Bélgica, ♀ Adrienne van Nieuwenhove * 1 março 1448 † 1492
12 julho 1468 filho(a): Bruges, Flanders, ♂ Charles Lems * 12 julho 1468 † 27 junho 1530
1469 filho(a): Bruges, Flanders, ♀ Eléonore Lems * 1469
2 maio 1470 filho(a): Bruges, Flanders, ♂ Adrien Lems * 2 maio 1470 † 1502
9 maio 1472 filho(a): Bruges, Flandres, ♂ Jean Lems * 9 maio 1472
3 junho 1473 filho(a): Bruges, Flanders, ♀ Marie Lems * 3 junho 1473 † 8 abril 1521
1474 filho(a): Bruges, Flanders, ♀ Martine Lems * 1474 † 1511
28 abril 1475 filho(a): Bruges, Flandres, ♀ Agnes Lems * 28 abril 1475 † 1514
8 setembro 1476 filho(a): Bruges, Flanders, ♂ Martin Lems * 8 setembro 1476
1477 filho(a): Bruges, Flanders, ♀ Catherine Lems * 1477
entre 1484 e 1487 Falecimento: Lovaina, Flanders, Bélgica
Notas
Nascido na cidade de Bruges, no Ducado da Borgonha, por volta do ano 1420. Naquela época Bruges (Brugge em neerlandês)era uma das mais importantes cidades da Liga Hanseática. Mercadoria de todo o norte passava para o sul da Europa. Nesse centro importante de comércio Maerten Lems cresce e aprende os segredos do comércio.
Na mesma época ocorria a Guerra dos Cem Anos entre Inglaterra e França. As cidades flamengas do Ducado de Borgonha apoiavam a Inglaterra através dos Borguilhões, comandados pelo Duque da Borgonha João Sem Medo. Em 1419 João foi assassinado pelos franceses e assume Filipe III, o Bom, seu filho. Querendo ajuda política firma seus laços com a Inglaterra e procura aliados por toda a Europa. Pelos anos de 1420 e 1430 envia comerciantes para toda Europa. Maerten Lems chega em Portugal em 1439, alguns anos depois que Filipe, o Bom casava com Isabel de Portugal, filha única de João I, Mestre de Avis, Rei de Portugal.
Marten Lems teve casos com Leonor Rodrigues, jovem solteira e teve seu primeiro filho por volta de 1446, chamado de Antonio Lems, o Flamengo. Leonor Rodrigues era nascida por volta de 1430. Em Lisboa trabalhava em um "entreposto" de Zegher Parmentier, negociante com casa comercial em Bruges. Também trouxe uma procuração do comerciante flamengo Rombout de Wachtere a respeito de negócios com jóias.
Por volta de 1450 seu trabalho começou a prosperar. Entre 1456 e 1466 uma série de documentos registados na Chancelaria de D. Afonso V dão-nos notícia da sua actividade em Portugal, sempre ligada ao comércio. Assim, em 7 de Junho de 1456 estabelece com o rei um contrato para exportação de cortiça para a Flandres tendo como sócio Pero Dinis, estante em Bruges. Também obtém sua nacionalidade portuguesa e é chamado de "nosso naturall" por el-Rei Dom Afonso V. Passa a ser conhecido em Portugal por Martim Leme.
Durante os cerca de quinze anos em que provavelmente viveu entre Portugal e a Flandres, Martim Leme foi um importante elemento da comunidade flamenga em Lisboa e certamente membro da Irmandade dos Borguinhões, estabelecida na capela de Santa Cruz e Santo André do mosteiro de São Domingos. Em 1457 aparece-nos inclusive como procurador dos mercadores flamengos, holandeses e zelandeses. O documento, datado de 8 de Agosto, apresenta as reclamações dos mercadores súbditos do duque de Borgonha acerca de certos abusos de que eram vítimas por parte das autoridades portuguesas, que os prejudicavam nas suas transacções. Martim Leme não só serve de interlocutor junto de D. Afonso V como fica a seu cargo uma larga soma de dinheiro pertencente a esses mercadores. Tem como credencial suplementar o fato de falar português e flamengo, pois que se subentende que os referidos mercadores eram prejudicados por não falarem a nossa língua.
Em 1461 é um dos assinantes, juntamente com Gomes Eanes de Zurara, do compromisso da Confraria de Santa Catarina do Monte Sinai, dos livreiros instituída com o patrocínio do condestável D. Pedro, filho do infante D. Pedro, morto em Alfarrobeira. Em 1463, por carta régia datada de Sacavém, 25 de Fevereiro, é-lhe dada licença de porte de armas para seis dos seus homens, o que assinala uma vertente da violência da época, ao exigir escolta armada como garantia da segurança dos mercadores abastados. Nesse mesmo ano, juntamente com os sócios, empresta ao rei 3.000.000 de reais, dos quais 178.000 foram para custear as despesas da armada de Tânger. A empresa africana, em que D. Afonso V tanto se empenhou, parece também impressionar Martim Leme, pois que mais tarde, em 1471, já regressado a Bruges, armará e enviará à conquista de Tânger uma urca capitaneada por seu filho António.
Em 1464 legitimou seus sete filhos com Leonor Rodrigues, são eles : António, Luís, Martim, João, Rodrigo, Catarina e Isabel. Ainda em 1464 o rei concede a Martim Leme, a quem designa de “escudeiro”, autorização para submeter à justiça cristã os seus credores judeus. Por esta altura,em função do teor dos documentos, Martim Leme parece estar a “arrumar” os seus negócios em Lisboa, preparando-se para partir. Efectivamente, por volta do ano de 1466, regressa à Flandres, levando temporariamente com ele o filho António e, talvez, também Martim. Se bem que de regresso a Bruges, Martim Leme continua a comerciar com Portugal. Em 1470 serve de fiador do negociante João Esteves numa questão que o opõe ao feitor português Álvaro Dinis sobre contrabando e confisco de marfim. No documento pelo qual conhemos a ocorrência é dito “mercador da nação de Portugal, casado e morador na cidade Bruges”. Em 1473 importa de Portugal, via Zelândia, dois carregamentos de cortiça.
Em Lisboa, onde ficou, Leonor Rodrigues casa as filhas e vê alguns filhos partir – António e João para a Madeira. De Luís não temos mais qualquer notícia, mas Martim, que é referenciado na Madeira em determinadas ocasiões, deve ter ficado em Portugal dando continuidade aos negócios do pai. Rui fica em Lisboa vivendo “de contínuo” na casa do rei, como adiante veremos. O último registro de Leonor Rodrigues é de 1512 e em 1521 já é declarada morta, deve ter falecido entre 1516 e 1519. Adquiriu uma casa na rua Nova dos Mercadores, que é dada como referência quando do cortejo de aclamação de D. João II em 1485 e em 1499. Nessa casa vivia em 1500 a sua “viúva”, como então se intitula Leonor Rodrigues
Em Bruges Martim casa em setembro de 1467 com Adrienne van Nieuwenhove e vive principescamente e toma parte na vida municipal e política. Em 1477 institui, juntamente com a mulher, a capela de Nôtre Dame de la Miséricorde na igreja colegiada de Saint Donatien, com aniversário perpétuo. É também eleito tutor do Hôpital de la Potterie. Desta sua função resta-nos um quadro a óleo, ainda exposto na referida instituição, com a legenda:
“D. Martinus Lem. Factus Tutor Anno 1478. Obiit 1487”
Esta última data está manifestamente errada pois morre em Lovaina, em 27 de Março de 1485, deixando viúva, 9 filhos e uma casa comercial próspera que é, então, liquidada. Há alguma confusão com o ano da sua morte e até com o local (Lovaina ou Bruxelas). Quanto à data em que ocorreu – 1484, 1485 ou 1487 – em parte se explica pelo facto de na Flandres o ano começar no dia de Páscoa e em 1485 a Páscoa ter caído em 3 de Abril e portanto, tendo sido o dia da morte 27 de Março, já se estar, segundo a datação actual, em 1485. A data de 1485 é comprovada por em Outubro desse ano a mulher, Adrienne, já ser chamada de “viúva”.
“in oktober 1485 een volmacht kregen van Adriane van Nieuwenhove, weduwe van Maarten Lem”
Maerten Lem exilou-se em Lovaina depois dos problemas havidos ... e aí morreu, tendo a viúva tido alguma dificuldade em recuperar os seus restos mortais para os enterrar em Bruges, na capela familiar na igreja de Saint Donatien (arrasada no século XVIII).
Gerações: avós até netos (clique no sexo - ♂ ♀ Ψ - de uma pessoa para ver a árvore COMPLETA dela)
Casamento: ♂ Maerten Lems , Louvain, Bélgica
Falecimento: 1492, Bruges, Flanders
Falecimento: entre 1516 e 1519, Lisboa, Portugal, Idade avançada
Casamento: ♂ Antonio Leme, o Flamengo , Funchal, Ilha da Madeira, Portugal
Falecimento: 1550 c, Funchal, Ilha da Madeira, Portugal
Casamento: ♂ Martim Leme , Ilha da Madeira
Falecimento: 1530 c, Ilha da Madeira, Portugal
Título: Bruges, Flanders, Conselho de Bruges
Falecimento: 1557, Bruges, Flanders
Título: 1557, Bruges, Flanders, Vereador
