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Afonso Sardinha * 1535 c † 1616

De Rodovid PT

Pessoa:622484
Clã ao nascer Sardinha
Sexo masculino
Nome completo
ao nascer
Afonso Sardinha
Apelido(s) e outro(s) nome(s) o Velho
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Eventos

1535 c Nascimento: Portugal

1555 c Casamento: São Paulo, SP, Brasil, Maria Gonçalves [Gonçalves]

1560 c filho(a): São Paulo, SP, Brasil, Afonso Sardinha [Sardinha] * 1560 c † 1604

1589 outro: Araçoiaba da Serra, SP, Brasil, Descobre minério de ferro no Brasil

13 Novembro 1592 Testamento: Santana do Parnaíba, SP, Brasil

1616 Falecimento: São Paulo, SP, Brasil

Notas

Nascido por volta de 1535 em Portugal veio para o Brasil em meados de 1550. Logo já estabeleceu seu pequeno engenho de açúcar e montou seu depósito em São Vicente, para o açúcar e para o pau-brasil. Com o dinheiro que ganhava comprava casa em Santos, São Vicente e São Paulo e as alugava para os vigários. Se casou com Maria Gonçalves, possivelmente irmã mais nova de Braz Gonçalves, o Velho, em São Paulo no dia 9 de julho de 1555.

Durante a Confederação dos Tamoios (1555-1567) lutou por São Paulo, Santos e São Vicente ao lado de outros grandes nomes do início de São Paulo. Participou também de várias excurções ao interior brasileiro, teve relações com várias índias. Foi pai de Affonso Sardinha, o Moço, com uma índia, por volta de 1560. Foi criado com o pai que lhe ensinou a forjar, andar no mato, procurar ouro, falar português, caçar, pescar, etc.

Com a dissolução da Confederação dos Tamoios, Affonso pode se concentrar em produzir açúcar. Com o dinheiro de seu engenho patrocinava construções e instiuições assim como a expansão da Companhia de Jesus. Era um dos poucos alfabetizados na Colônia, assinava com uma cruz de três hastes. Isso facilitou seu crescimento político na Capitania. Em 1575 tomou posse como almotacel (fiscal da Capitania) e em 1576 e 1577 assume como edis (vereador). Finalmente em 1580 adquiriu uma grande fazenda. Fazia vir negros da África e enviava mercadorias para a Metrópole ao menos uma vez ao ano. No mesmo ano ocorria a União Ibérica, que concentrou a ida de escravos africanos para Pernambuco e Nordeste Brasileiro. A necessidade de escravos aumentou a procura de índios em todo sul brasileiro. Mais ou menos na mesma época Affonso Sardinha, o Moço, teve filhos com índias: um chamado de Pedro Sardinha, outra Theresa Sardinha e outra Luzia Sardinha.

Apesar de estar com mais de cinquenta anos ainda fazia expedições, junto com seu filho. Em 1585 tomou parte na expedição de Jerônimo Leitão, para os lados do Paranaguá, para combater os índios carijós. Aumentou seu numero de escravos e voltou a Vila de São Paulo, onde logo depois, em 1587, foi eleito juiz e se manteve vereador, tomando posse em 27 de Janeiro do mesmo ano.

Em 1589 liderou outra bandeira para capturar índios no interior e em 1590, no Morro Araçoiaba, descobriu minérios de ferro. Já em 1591 instalou no local dois fornos rústicos e uma forja, para produção de ferro. Encarregou seu filho para comandar a produção.

Quando parecia que seu negócio prosperaria ocorre outra invasão, mas desta vez de europeus. No final de 1591 os ingleses comandados por Thomaz Cavendish invadiram a Capitania de São Vicente e saquearam as principais vilas: Santos, São Vicente e São Paulo e destruiram a maioria dos engenhos e canaviais. Affonso Sardinha enfretou os ingleses junto com outro grupo de colonos. Mesmo assim os ingleses permaneceram durante três meses e partiram no ínicio de 1592. No mesmo ano foi chamado a empregar em outra bandeira. Fez então, em 13 de novembro de 1592, fez seu primeiro testamento descrevendo uma grande fazenda, possivelmente na região da Parnaíba. Em seu testamento alega não poder deixar a fazenda para seu filho, Affonso Sardinha, o Moço, pois este era bastardo e já ter recebido 500 cruzados. Deixaria tudo para a esposa e com a morte dela, ficaria para os padres.

O povo agradecido por seus serviços de proteção a vila contra os índios e os ingleses lhe deram o título de Capitão da Gente de São Paulo, aumentando seu prestigio na Capitania de São Vicente. Em 1594 também guiou João do Prado até as tribos do Jeticaí, perto do Rio Paraná, e logo retornou. João Prado retornou apenas em 1599.

Em busca de mais dinheiro instalou mais duas pequenas forjarias perto do Rio Sorocaba em 1597. Isso o ajudou a se sustentar até a criação de seu novo engenho. Ainda assim garantia a expansão dos jesuítas para o interior do Brasil. No dia 4 de dezembro de 1605 ordenou a construção da Capela de Santa Barbára perto das Minas de Vuturuna, que formou Araçariguama.

No final de agosto e primeira semana de setembro de1602, Nicolau Barreto reuniu e partiu para o sertão em busca de ouro e escravos. Partiram entre 270 e 300 colonos, entre eles Manuel de Soveral (o escrivão), Padres João Álvares, Diogo Macieira e Gaspar Sanches (capelões da bandeira), Simão Borges Cerqueira, Manuel Preto, Salvador Pires de Medeiros (filho de Salvador Pires II e Mécia Guássu Fernandes), Pedro Leme e Aleixo Leme (filhos de Braz Teves e Leonor Leme), os jovens Antonio Pedroso de Alvarenga e Francisco de Alvarenga (filhos de Antonio Rodrigues de Alvarenga e Anna Ribeiro), Pedro Nunes, Domingos Dias, Jorge de Barros Farjado, Antonio Bicudo, Braz Gonçalves, o Moço, Braz Gonçalves, o Velho, Affonso Sardinha, o Moço, Martim Fernandes Tenório da Aguilar e vários outros portugueses, mazombos, caboclos, índios catequisados e uma dezena de escravos africanos, mais 3000 índios da terra de apoio. A bandeira chegou até o sul da Bolívia, na nascente do Rio Pilcomayo, penetrando no Vice-Reinado do Peru. A viagem foi estremamente perigosa, eram constantemente atacados pelos índios e vários morreram, adoeçeram ou se perderam. Braz Gonçalves, o Moço faleceu no sertão do Rio das Velhas, em Minas Gerais, Martim Fernandes Tenório da Aguilar faleceu no interior do Rio Paraná e Affonso Sardinha, o Moço, morreu na viagem de volta, também atacado por índios. Chegaram em meados de agosto de 1604, dois anos após partirem, carregados de escravos temiminós. Apesar disso a tristeza foi geral na Capitania. Pedro Sardinha e Luzia Sardinha assumiram os negócios do pai para o avô. Luzia se casou com Pedro da Silva, morador de São Paulo, e tiveram Maria da Silva.

Em 9 de julho de 1615 Affonso Sardinha e sua mulher fizeram uma doação ao altar de Nossa Senhora da Graça do Colégio de Santo Inácio, na Vila de São Paulo, de todos os seus bens móveis e de raiz, com terras em Carapicuíba, por serem casados a 60 anos. Em 1615 seu neto, Pedro Sardinha, partiu para uma entrada e escreveu seu testamento deixando seu filho "Affonso Sardinha" aos cuidados do bisavô. Faleceu Pedro Sardinha no Sertão Paulista em abril de 1616.

No final do mesmo ano Affonso Sardinha, o Velho morre com mais de oitenta anos com grande prestígio pelos paulistas. Deixou viúva Maria Gonçalves, suas netas Luzia e Theresa e seus bisnetos. Deixou de herança para a mulher 32 contos de réis em ouro em pó.

Suas forjarias ainda geraram grande renda para sua família, mas sem prosperar, encerraram suas atividades em 1628.


Gerações: avós até netos (clique no sexo - ♂ ♀ Ψ - de uma pessoa para ver a árvore COMPLETA dela)

 
== 1 ==
Afonso Sardinha
Nascimento: 1535 c, Portugal
Casamento: Maria Gonçalves , São Paulo, SP, Brasil
outro: 1589, Araçoiaba da Serra, SP, Brasil, Descobre minério de ferro no Brasil
Testamento: 13 Novembro 1592, Santana do Parnaíba, SP, Brasil
Falecimento: 1616, São Paulo, SP, Brasil
== 1 ==
Filhos
Afonso Sardinha
Nascimento: 1560 c, São Paulo, SP, Brasil
Falecimento: 1604, SP, Brasil
Filhos
Netos
Pedro da Silva
Casamento: Luzia Sardinha , São Paulo, SP, Brasil
Luzia Sardinha
Casamento: Pedro da Silva , São Paulo, SP, Brasil
Maria Mendes
Casamento: Pedro Sardinha , São Paulo, SP, Brasil
Pedro Sardinha
Nascimento: 1580 c, São Paulo, SP, Brasil
Casamento: Maria Mendes , São Paulo, SP, Brasil
Testamento: 1615, São Paulo, SP, Brasil
Falecimento: 9 Abril 1616, São Paulo, SP, Brasil
Theresa Sardinha
Nascimento: São Paulo, SP, Brasil
Netos

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